Penso na escolha mais delicada que a gente faz na vida, aquela que
envolve os parceiros de longo prazo. Em que momento concluímos que uma
pessoa deixou de ser apenas item de prazer ou fonte de encantamento e se
tornou a criatura com quem vamos dividir a vida? Pode ser casando,
comprando apartamento e tendo filhos, ou, de forma menos ritualizada,
pondo os sentimentos e necessidades dela no centro da nossa vida, mesmo
vivendo em casas separadas. O compromisso é parecido, assim como os
caminhos que levam a ele.
A primeira coisa que conta nas grandes
escolhas – eu acho - é a permanência. Ninguém tem direito a reivindicar
um posto dessa importância sem ter ralado um tanto. Não adianta a Fulana
decidir, em 30 dias, que vai ser sua mulher para o resto da sua vida.
Não funciona assim. O teste do tempo é fundamental. Se aquela mulher ou
aquele sujeito continua lá depois de todas as discussões e inevitáveis
desencontros, se ela ou ele resolveu ficar depois de todas as chances de
ir embora, se os seus sentimentos em relação a ele ou ela continuam
vivos, um bom motivo há de haver. (..)
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