Do meu riso, fiz companheiro fiel, que me acompanha e me abre os
caminhos. Fiz chá de estrelas e sossego pra me tirar da testa as rugas –
aquelas da insatisfação. Depois provei da água da serenidade e virei
criança de alma. Pus emplastro poderoso nas feridas, que com o tempo
pararam de doer e só são lembradas nas missas de sétimo dia. Adocei os
olhos com colírio de adeus, para que eles se preparassem e se
acostumassem com o tapete vermelho do futuro que se estende a minha
frente. E fui me despedindo de tudo aquilo que poderia ter sido e não
foi.
Assim é a vida: um recomeçar contínuo.
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